Na realidade atual há uma vertente em potencial, sejam midiáticos, pensadores, intelectuais, jovens, enfatizando a necessidade de pensar fora da caixa, fazer diferente, sair dos moldes pré-determinados, seja no lado pessoal, profissional ou nos relacionamentos. Características que até poucos anos atrás era considerado sinônimo de bom profissional, como passar a vida inteira no mesmo trabalho, hoje pode ser visto como acomodado.

A criatividade por muitos anos foi suprimida, afinal, porque ser criativo se já estava tudo pré-estabelecido, estudar, tirar boas notas, arrumar um bom emprego, casar, ter filhos, adquirir bens como casa e carro, e pronto o futuro está traçado, só aguardar os anos passarem, a aposentadoria chegar, e eis o problema, está sem economias para se sustentar neste novo momento da vida.

Descobre, então, que a previdência do governo, pela qual pagou e esperou a vida toda, não suprirá suas necessidades para manter a qualidade de vida de quando estava trabalhando, vai ver-se dependendo dos filhos e do governo, não podendo usufruir os anos que lhe restam de vida com o mínimo de dignidade.

Hoje mais do que nunca a criatividade está sendo incentivada a ser expressa, pois já dizia Einsten (1953, p.29):

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma maquina utilizável, mas não uma personalidade”.

As gerações mudaram as perspectivas de vida também, pessoas mais preocupadas com experiências, momentos, em entender o sentido de ser e estar no mundo, e o modelo máquina vêm perdendo força. Trabalhar todos os dias, exercendo as mesmas atividades oito horas diárias como um robô, apenas executando sem o mínimo de espaço para inovar e ou criar, apenas seguindo o manual.

Diante do exposto, entende-se que independente de qualquer linha de pensamento ou momento, para viver e manter qualquer estilo de vida é preciso dinheiro, ou como sobreviverá?

Salvo estilos alternativos, comida, roupas, experiências, educação, saúde, tem um preço monetário, o que não justifica atuar como robô, exercer a criatividade e a inovação, não é apenas no sentido de criar algo novo ou melhorar algo já existente, é ter estas características também em sua vida pessoal e profissional, com sua saúde, com seu bem estar, com sua família e claro com suas finanças.

E não precisa ser nenhum gênio para isto, pesquisas comprovam que QI elevado não significa garantia de ser mais bem sucedido ou mais criativo que os demais, realizações extraordinárias resultam mais das oportunidades do que do talento, além de determinado ponto o QI torna-se irrelevante em termos de aspirações profissionais, e menos importante para o sucesso, do que personalidade e caráter (GLADWELL, 2008).

Ainda de acordo com Gladwell (2008), um jogador de basquete precisa apenas ser alto o suficiente, e o mesmo se dá a inteligência, ela também tem um limite. Ser um advogado de sucesso não requer apenas ser inteligente para fazer o curso, é preciso também ter uma mente criativa, trabalhar com tenacidade e ser ousado, portanto, o fato de ser alguém comum e não alguém com inteligência fora dos padrões, não significam que não possuam outros traços cruciais em abundância, por vezes, determinação vale mais.

E assim deve ser com a gestão da sua casa, família, com seu dinheiro, ser criativo e inovador, contribuirá para o desenvolvimento da inteligência financeira que fará toda a diferença no seu futuro, seja ao saber quanto gasta num passeio ao shopping, ou ao administrar as emoções na hora de consumir algo que não precisa.

Fatos históricos, modelo de ensino, governo, uma série de fatores que tornam as finanças pessoais de muitas pessoas uma teia de aranha, uma confusão difícil de desenrolar, mas conforme citado no trecho da obra de Robbins (2017, p. 20), tudo depende da ação de agir:

Com frequência, ao ver pessoas muito bem sucedidas, caímos na armadilha mental de pensar que elas estão onde estão por terem algum dom especial. No entanto, uma observação mais acurada mostrará que o maior dom que as pessoas excepcionalmente bem sucedidas têm em relação às pessoas comuns é sua habilidade de agir. (…) outras pessoas tinham o mesmo conhecimento que Steve Jobs. Outras, além de Ted Turner podiam ter percebido que a televisão a cabo tinha um enorme potencial econômico. Mas Turner e Jobs foram capazes de agir e, ao fazerem isso, mudaram a maneira como muitos de nós vivenciamos o mundo.

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