Oficina de Educação Financeira

Logo da oficina de educação financeira da escola Pequeno Picasso

Outro dia escutei uma entrevista de um conhecido médico e autor brasileiro, onde falava do grande número de crianças diagnosticadas com TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, sendo que em muitas vezes o diagnostico é equivocado, tendo em vista que vivemos numa sociedade com um turbilhão de informação, onde os adultos não conseguem absorver, imagina as crianças.

Dentro deste tema, citou-se um novo diagnostico: a síndrome do pensamento acelerado, reflexo desta realidade que vivemos e também da facilidade com que as crianças conseguem as coisas, não há mais esforço por compensação, estão se tornando cada vez mais ansiosos e insatisfeitos, datas comemorativas já não são esperadas, as relações entre pais e filhos estão condicionadas a bens materiais para satisfazer as crianças das ausências e ou compromissos dos pais com sua rotina, limitando o convívio com os filhos.

Viemos de uma geração focada no ter, mas hoje, mais do que nunca, da maneira como as coisas se apresentam, precisa-se resgatar a essência do Ser. As crianças de hoje representam nosso futuro, se a sociedade como um todo não se conscientizar que certos valores tradicionais precisam ser mantidos ou restaurados, corremos o risco de viver numa sociedade cada vez mais egoísta e doente.

Cada um pode usar suas habilidades para de algum modo contribuir para um futuro e mundo melhor, dentro deste contexto acredito que ensinar educação financeira para crianças é a minha contribuição para que vivamos numa sociedade mais equilibrada, a partir de brincadeiras e dinâmicas conscientizar as crianças da necessidade de aprender a gerir os recursos de forma sustentável.

O que vai muito além do dinheiro em si, inclui a utilização dos recursos que são esgotáveis, a consciência da economia, do planejamento, bem como a valorizar o trabalho dos pais e entender da onde vem o dinheiro que mantém a casa e compra os seus desejos e necessidades.

Devido ao cenário corrupto do nosso país, que refletiu numa recessão econômica, com desemprego e famílias abaladas pelos impactos destes fatos, muitos acabam associando ao dinheiro todos os problemas, como se o mesmo fosse algo ruim, sendo que na verdade a relação que possui com o dinheiro que é controverso.

Vivemos numa sociedade analfabeta financeiramente, fato que é evidenciado pelo grande número de pessoas com o nome negativado, de acordo com o IBGE, e que se depender dos políticos e bancos esta realidade não irá mudar, quanto menos se sabe mais vulnerável se fica para os interesses e manipulações dos poderosos.

Para evitar que este ciclo vicioso se estenda por mais gerações, busque aprender mais sobre investimentos, invista na sua educação financeira, e para você que tem filhos incentive o a desde pequeno a economizar, a aprender gerir seu dinheiro de maneira consciente, ter objetivos, poupar, entender de juros, empréstimos.

Rumo a um futuro mais equilibrado, com menos desigualdade social e consciência da utilização dos recursos de forma sustentável.