Meios de comunicação para relacionamento interpessoal por meios digitais são criados e atualizados diariamente, é possível citar várias e encher uma página sem esforço. Trata-se de ferramentas que influenciam diretamente na comunicação entre consumidores, fornecedores, clientes externos e internos.

Se você é um indivíduo da Geração X ou Baby boomers, já deve ter escutado comentários extremistas de que está ultrapassado e deve se adequar as transformações.

Aposto uma cerveja, que ficar desempregado seja o maior dos pesadelos para os citados acima, indo além, seguramente deve ter perdido noites de sono devido a este tema, até porque trata-se de gerações que viveram outra realidade econômica e social, onde a estabilidade, é algo primado com maestria.

Atualizar-se é uma necessidade, mas para todos, independente de gerações, o individuo que não acompanhar as novas tecnologias será atropelado por essa “molecada”, onde devido a rapidez com que desejam que as coisas ocorram, acabam não sabendo vivenciar a empatia, portanto, como consequência natural dos acontecimentos, chegam atropelando.

Porém, há o outro lado da moeda, no qual denomino “trunfo dos cinquentinhas”.

A ansiedade, dificuldade nos relacionamentos interpessoais e instabilidade emocional das Gerações Y e Z é intimidante, afirmo com propriedade, já que faço parte desta geração. Um sentimento de constante desconforto por algo a mais, dificuldade de lidar com os problemas do dia-a-dia, de conversar olho no olho, priorizando a comunicação por canais digitais.

Exemplo de questionamentos da Geração Y e Z:

  • Pra que ligar se posso mandar e-mail para o cliente?
  • Não resolve da mesma maneira?
  • E de modo mais rápido e objetivo?
  • Para que ir até o cliente para atendê-lo pessoalmente?
  • Por que não criar um portal online para vendas ou apenas televendas?

Essas variáveis respondidas podem funcionar se o segmento de atuação for para indivíduos predominantemente das Gerações Y e Z, que estão habituados a este perfil dos canais de venda e pós-venda sem a presença física de um representante da organização.

Em contrapartida, abre-se a lacuna para outra variável:

A pergunta que vale cem reais – Quem são os clientes?

Essa pergunta deve estar emoldurada, com letras garrafais em vermelho e pendurada no lugar mais visível de todas as empresas. A resposta por preceito é inquietante:

Todos somos clientes e, por conseguinte pertencemos a todas as gerações.

Então, literalmente embaraçou-se, a conta não fecha. Concluí-se, portanto, porque os profissionais de recursos humanos passam por tamanha dificuldade nos processos de recrutamento e seleção.

Perante o contexto, esse cenário contraditório de gerações, pode representar um mar de oportunidades para os profissionais com feeling – percepção, humildade para trocar experiências e aprender com gerações diferentes, extrair as qualidades dos opostos e acrescentar para o seu portfólio.

Logo, “os cinquentinhas” que permitirem-se desbravar e aprender a utilizar as redes sociais, aplicativos de mensagens, e as demais ferramentas de comunicação instantânea da era digital, bem como a “molecada” que deixar a zona de conforto e se relacionar in loco com as pessoas, mantendo as relações humanas saudáveis, olhando nos olhos e apertando a mão de seus clientes e parceiros comerciais.

Ambas as gerações serão de profissionais capacitados e com oportunidades mesmo em cenários de recessão econômica, ou seja, podem considerar-se “a cereja do bolo”.

O principio está em valorizar os modelos do passado, adequando ao presente e moldando-se para o futuro, equilíbrio é fundamental.